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Diaconado permanente: uma vocação

Vocação é um chamamento. É a disposição geral de uma pessoa, em virtude da qual ela se sente atraída para um determinado gênero de vida, carreira ou profissão.

Pode-se, com razão, afirmar que existe, realmente, a Vocação Diaconal, assim como se pode e se deve falar em vocação sacerdotal, religiosa, missionária, matrimonial etc. Diácono= servo, servidor.

O diácono permanente, casado, é um vocacionado. Pelo matrimônio, o ministério diaconal alcança também diretamente a esposa, na medida em que eles são um. Ambos têm a diaconia como uma dimensão de sua vida de cônjuges cristãos. Pode-se dizer que ambos são “cúmplices” no ministério que o esposo recebeu. Diácono e esposa precisam trabalhar juntos. Se todo sacramento nos liga à comunidade eclesial, é lógico que o diaconato do homem casado o vincule de maneira especial a essa pessoa com quem o próprio Deus o fez “uma só carne”. A esposa trará sua experiência de mulher e de mãe. Comentará sob o seu próprio ponto de vista o que ele dirá ou o que já disse. Aconselhará, assumirá e sugerirá mudanças. Assim o diácono chegará à sua comunidade enriquecido, pois o que trouxer ou disser procederá da vivência matrimonial e não só de sua competência pessoal.

Visto que o Diaconato é uma vocação, na dupla modalidade desta palavra – chamado por Deus e chamado pela Igreja – para alguém tornar-se diácono da Igreja, é necessário que ele receba um verdadeiro chamado de Deus (chamado interior), e um explícito chamado da Igreja (chamado exterior), feito pelo respectivo bispo diocesano.

Salienta-se no diácono, o aspecto de “servidor”, de “cooperador”, em relação ao bispo e ao presbítero. Não significa que seja um simples “ajudante” do sacerdote no altar. Bispo, sacerdote e diácono são todos servidores do ministério de Cristo, cada um a seu modo. O ministério diaconal está sujeito à direção do bispo e do presbítero, num clima de amor fraterno, do qual a hierarquia deve ser modelo para os fiéis, segundo o exemplo de Cristo. Uma “dependência” a serviço da unidade.

O diácono não é um homem a serviço do padre, mas a serviço da Igreja. Não faz, igualmente, concorrência com o leigo. Percorre um caminho próprio, se bem que o deva fazer na mais perfeita união com os demais membros da comunidade (estudos da CNBB 57).

Tríplice missão: “Fortalecidos com a graça sacramental, os diáconos servem ao povo de Deus na diaconia da liturgia, da Palavra e da caridade, em comunhão com o bispo e o seu presbitério” (LG, n.29). “Segundo a tradição apostólica, o diácono participa da missão plena do bispo, realizando sua função não apenas em nome do bispo e com sua autoridade, mas em nome de Cristo e com sua autoridade, mediante a consagração do Espírito Santo”( Documentos da CNBB 96 nº53)

O diácono pode fazer: administrar solenemente o batismo, conservar e distribuir a Eucaristia, assistir e abençoar o matrimônio em nome da Igreja, levar o Viático (santa comunhão dada aos que estão para morrer) aos moribundos, ler a Escritura aos fiéis, instruir e exortar o povo, presidir ao culto e às orações dos fiéis, administrar os sacramentais (ritos, ações, preces, bênçãos), oficiar exéquias e enterros (Compêndio Vaticano II – Constituição Dogmática “Lumen Gentium” 73).

O diácono não pode fazer: Celebração da Missa, Confissão e Unção dos Enfermos.

Idade mínima: o Código de Direito Canônico estabelece que “o candidato ao diaconato permanente que não é casado, não seja admitido senão depois de ter completado pelo menos 25 anos de idade; o casado, senão depois de ter completado 35 anos de idade” (O cân. 1031, § 3, determina que “as Conferências dos Bispos podem estabelecer normas que exijam idade mais avançada”).

Requisitos para ser Diácono Permanente: leia a primeira carta de São Paulo a Timóteo (1Tm 3,8-13); os primeiros requisitos são mencionados nela.

Diácono Ademar Fragoso
da Diocese de Piracicaba

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