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Setembro: mês da Bíblia

O mês de setembro já é conhecido como Mês da Bíblia. Porém não é uma tradição antiga na Igreja católica. O mês da Bíblia iniciou-se em 1971, por ocasião do cinqüentenário da Arquidiocese de Belo Horizonte. Hoje é uma realização de âmbito nacional, promovido por diversos grupos, serviços e dioceses e tem como objetivos:

Todos os católicos estão convidados para dar uma atenção especial neste mês de setembro à bíblia. O encontro com a Palavra de Deus é o lugar por excelência para alimentar a nossa fé. Porque a maioria dos adultos hoje não tem uma formação religiosa cristã adequada para os nossos tempos. Acontece até que aqueles que tiveram uma formação maior, têm mais dificuldades para aceitar como Senhor de sua vida, Jesus Cristo, morto e ressuscitado.

Não sempre tiveram um encontro pessoal com Jesus Cristo vivo. A grande dificuldade para os católicos em quase todos os lugares, é a aceitação desta realidade. É preciso descobrir que a nossa vida, e o plano de Deus com a nossa vida, já está na bíblia.

Esta descoberta é um processo que acontece através da partilha, onde procuramos ver como a Palavra está presente, se realize e cumpre em nossa vida. É preciso fazer isso juntos, como uma ajuda mútua, como uma iluminação do amor de Deus sobre os acontecimentos da nossa vida. A fé é uma luz, uma iluminação. Não é um conhecimento intelectual, mas é enxergar o amor de Deus presente em nossa história.

O documento de Aparecida (nº 243) nos diz: “Não se começa a ser cristão por uma decisão ética ou uma grande idéia, mas através do encontro com um acontecimento, com uma PESSOA, que dá um novo horizonte à vida e, com isso, uma orientação decisiva”. Isso é justamente o que, com apresentações diferentes, todos os evangelhos nos têm conservado como sendo o início do cristianismo: um encontro de fé com a PESSOA DE JESUS (Cf Jo 1, 35-39).

A própria natureza do cristianismo consiste, portanto, em reconhecer a presença de Jesus Cristo e segui-lo. Tudo começa com uma pergunta: “O que procuram?” (Jo 1, 38). A essa pergunta seguiu o convite a viver uma experiência: “Venham e vede” (Jo 1, 39). Essa narração permanecerá na história como síntese única do método cristão.

Hoje no continente latino-americano, levanta-se a mesma pergunta cheia de expectativa: “Mestre, onde moras?” Onde te encontramos de maneira adequada para “abrir um autêntico processo de conversão, comunhão e solidariedade?” Quais são os lugares, as pessoas, os dons que nos falam de ti, que nos colocam em comunhão contigo e nos permitem sermos discípulos e missionários teus?

O documento de Aparecida (247) diz que é condição indispensável o conhecimento profundo e vivencial da Palavra de Deus. Por isso, é necessário educar o povo na leitura e na meditação da Palavra: que ela se converta em seu alimento para que, por experiência própria, vejam que as palavras de Jesus são espírito e vida (cf Jo 6, 63).

A missão principal da Igreja é formar e ajudar os membros a se encontrar sempre com Cristo, e assim reconhecer, acolher, interiorizar e desenvolver a experiência e os valores que constituem a própria identidade e missão cristã no mundo.

Temos alta porcentagem de católicos sem a consciência de sua missão de ser sal e fermento no mundo, com identidade cristã fraca e vulnerável. Isso constitui grande desafio que questiona a fundo a maneira como estamos educando na fé e como estamos alimentando a experiência cristã visto que em muitas partes a iniciação cristã tem sido pobre ou fragmentada. Ou educamos na fé, colocando as pessoas realmente e contato com Jesus Cristo e convidando-as para segui-lo, ou não cumpriremos nossa missão evangelizadora.

Esperamos que também este mês de setembro possa trazer luz e vida a todos que procuram se encontrar com a Verdade de sua vida. Quando um membro da família é iluminado, todos os membros recebem a luz. O Caminho é conhecer a pessoa de Jesus Cristo. É sempre tempo para começar. Vale a pena! Um abraço.

Pe. Paulo Haenraets
Paróquia São João Batista em Santa Bárbara d'Oeste

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